terça-feira, 28 de outubro de 2008

Efemérides

Faz hoje (28/10/2008) 2 anos que faleceu o "Inspector" Varatojo

O Dr. Artur Varatojo nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Catarina em 21 de Agosto de 1926 e faleceu no dia 28-10-2006.
Licenciado em direito, exerceu a profissão de advogado e foi um profundo estudioso de criminologia e de assuntos de técnica policial. Nesta qualidade se tornou conhecido do grande público através de uma actividade de publicista e de colaborador dos vários órgãos de comunicação social.

A figura do Dr. Artur Varatojo como especialista de ciminologia e assuntos policiais ganhou mais popularidade ainda com os programas que apresentou na televisão e de que o público guarda tão gratas recordações. O ABC Policial marcou a sua estreia como autor e muitas são as suas obras. De destacar o programa Porta Aberta e a insquecível Selecção Policial.
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Na qualidade de Oficial de Dia ao Comando-Geral da PSP (hoje Direcção Nacional), tive o grato prazer de almoçar, por duas vezes, com o "Inspector" Varatojo na messe de Oficiais da PSP e na mesa reservada ao Comandante-Geral da Instituição.

Chegou a ser abordada a hipótese do "Inspector" apresentar um programa policial na televisão que teria sido de reconhecido interesse para o público e para a própria Instituição Policial (PSP), considerado de "janela aberta" para o exterior (O programa seria em tudo idêntico àqueles que o actor Jean Gabin, também já falecido, fazia passar na Televisão Francesa. Foi a imagem perfeita para muitos filmes de mistério e policiais, nos quais interpretava tanto papeis de gangster como de policial, dando vida, por exemplo, ao Commissaire Maigret em filmes baseados nos romances de Georges Simenon). Todavia por indecisões das Chefias de Estado-Maior, tal iniciativa acabou por não se realizar com muita mágoa para os profissionais de polícia de então.
Contudo, durante muitos e muitos anos, o "Inspector" Varatojo, deixou a sua marca no "GINÁSIO MENTAL - Secção a cargo de A. Varatojo, da Revista Bimestral POLÍCIA PORTUGUESA, Órgão de Informação e Cultura da PSP".

Uma das suas crónicas bimestrais encontra-se aqui publicada (inserta na Revista Polícia Portuguesa, nº. 75 - Maio/Junho de 1992), com o título: "Como se mata... e como se morre".

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Um dia o "Inspector" Varatojo disse:

"..........Como sabe a minha paixão é o cérebro do criminoso. O meu objectivo encontrar as múltiplas causas que levam o crime a ser cometido de forma a podermos trabalhar na sua prevenção. Se partilha este fascínio pela criminologia PARTICIPE!".

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No Comentário a este post, NOCA disse:

"Muito feliz a tua ideia de homenagear/recordar essa figura incontornável do último século XX. Grande comunicador e esclarecido teórico da criminologia, enriqueceu a bibliografia portuguesa com obras de incomensurável valor específico.

A crónica que transcreves é disso exemplo, revelando a pesquisa histórica que o autor fez, divagando no tempo até aos primeiros autores que se atreveram a discorrer sobre tema tão controverso.

As primeiras abordagens são sempre imperfeitas e defeituosas, naturalmente, mas elas contribuíram para o futuro aclaramento das ideias: se compararmos as posições analíticas dos filósofos gregos com a realidade actual da ciência, encontraremos divergências insanáveis, mas isso não permite que os estudiosos actuais não se debrucem sobre aqueles coceitos primevos. De tal modo que as partículas julgadas indivisíveis da matéria, se chamou átomos, nos tempos modernos tal como Heráclito chamara aos que considerava, na altura serem os elementos indivisíveis da mesma realidade que observava.

Por isso a referência do "Inspector" a Lombroso e suas teorias é muito oportuna e fundamental".
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Comentário
NOCA disse...
"Muito feliz a tua ideia de homenagear/recordar essa figura incontornável do último quartel do século XX. Grande comunicador e esclarecido teórico da criminologia, enriqueceu a bibliografia portuguesa com obras de incomensurável valor específico.
A crónica que transcreves é disso exemplo, revelando a pesquisa histórica que o autor fez, divagando no tempo até aos primeiros autores que se atreveram a discorrer sobre tema tão controverso.
As primeiras abordagens são sempre imperfeitas e defeituosas, naturalmente, mas elas contribuíram para o futuro aclaramento das ideias: se compararmos as posições analíticas dos filósofos gregos com a realidade actual da ciência, encontraremos divergências insanáveis, mas isso não permite que os estudiosos actuais não se debrucem sobre aqueles conceitos primevos. De tal modo que às partículas julgadas indivisíeis da matéria, se chamou atomos, nos tempos modernos tal como Heráclito chamara aos que considerava, na altura serem os elementos indivisíveis da mesma realidade que observava. Por isso a referência do "Inspector" a Lombroso e suas teorias é muito oportuna e fundamental".
28 de Outubro de 2008 17:58
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Comentário
André disse...
"Sou jovem mas ainda me lembro de ter visto o Inspector Varatojo na Televisão.
Era uma pessoa que cativava e que gozava do favor do público.
Ao navegar no seu blog deparei com a figura bem conhecida do Dr. Varatojo, o que me levou a ler as suas crónicas, e, sinceramente, gostei.
Para quem pretenda licenciar-se em direito terá muito a ganhar se pesquisar atentamente nas suas obras que são vastas.
Parabéns a si por ter tido a ideia de relembrar esse estudioso da criminologia e de técnicas policiais."
26 de Junho de 2009 8:08
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sábado, 27 de setembro de 2008

Colecção de Bonés de Polícia




Em íntima associação com a farda, estiveram sempre as várias formas de cobrir a cabeça.
Desde a Idade Média que os simples toucados, os chapéus, os bivaques, as boinas e os bonés não param de evoluir até se converterem em autênticas obras de arte. A prensagem num molde padrão dá-lhes a sua forma final.
Neste meu Blog, já falei de coleccionismo nomeadamente de artigos relacionados com a Polícia de Segurança Pública e, como não podia deixar de ser, também falei do "meu último boné" e de outros artigos policiais que colecciono.
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Num dos Posts disse:
  • Que o homem traz dentro de si o gosto das colecções;
  • Que prolonga os sonhos de infância dando corpo a algumas das aspirações de adolescente;
  • Que consagra a sua vida a uma finalidade cuja realização constitui permanente prazer, dado que os pequenos momentos de felicidade vividos pelo coleccionador representam, para si, coisas grandes!

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Para o coleccionador, coleccionar objectos do seu agrado é uma arte, quiçá, uma arte que tem muito a ver com a subtil "arte de saber viver" e, obviamente, a "boa arte deve saudar o passado". Dissociar o presente do passado equivaleria a renunciar à sua compreensão.
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O Chefe António Serranito do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública de Setúbal, nestas últimas três décadas, entregou-se de "alma e coração", com entusiasmo e persistência, a coleccionar objectos policiais, nomeadamente a uma das temáticas mais emblemáticas, a que contempla "Bonés Policiais" e, neste momento, conta já com 429 bonés diferentes no seu "mini-museu policial", o que daria para cobrir a cabeça de quase um batalhão de polícias.
Apaz-me dizê-lo que, com singeleza, a colecção de Bonés das Polícias de todo o Mundo, é uma das mais belas colecções de artigos policiais.
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Alusiva à Colecção de Objectos Policiais do Chefe Serranito, o Jornal Diário de Notícias, no dia 26-07-2008, publicou um artigo do seguinte teor:
" "Chefe Serranito reuniu 429 bonés de polícia
Colecção. O adjunto do comandante da 1ª. Esquadra da PSP de Setúbal tem, em casa, um minimuseu de adereços da polícia de todo o mundo. Chapéus, distintivos, algemas, cassetetes e pins, na maioria adquiridos por intercâmbio, enchem as prateleiras.
Quando em Setembro de 1982 ajudou um polícia alemão a recuperar a maioria dos objectos que lhe tinham sido furtados numa visita a Portugal, o chefe António Serranito estava longe de imaginar que o boné e o porta-chaves que o colega viria a oferecer-lhe como reconhecimento serial o início de uma colecção singular. A partir daí nunca mais parou. Entre trocas, a ajuda do amigo Silvino, ex-guarda-redes do Benfica, e algumas compras, encheu uma das divisões da sua casa de objectos policiais. De bonés a distintivos de braço, de algemas a cassetetes, de pins a porta-chaves. Há de tudo. E dos quatro cantos do mundo.
O espaço ocupado por esta espécie de "mini-museu policial" não anda longe dos dez metros quadrados. O chefe aproveitou um quarto do apartamento onde vive em Setúbal para ir reunindo um espólio, onde os 429 bonés, provenientes de 70 países, são o principal atractivo. Alguns podem valer mais de 500 euros.
Nas prateleiras onde os vários exemplares estão expostos, apenas para consumo interno, não faltam os célebres "cabeças de giz", de 1930, utilizados pelos polícias sinaleiros. "São um marco, têm algo de histórico", comenta António Serranito, enquanto vai exibindo as maiores relíquias da colecção - bonés de xerifes americanos e canadianos, boinas vermelhas do País Basco, o boné dos "colegas" do Cazaquistão, o capacete utilizado pelas forças policiais da Ilha de Malta, mas também o pomposo boné dos carabinieri italianos.
António Serranito não gosta de destacar nenhum em especial, mas perante a insistência lá revela que a sua preferência recai sobre um boné alemão, de 1935, que foi utilizado pela polícia de Berlim, mas também elogia um exemplar da GNR da década de 30, que restaurou, deixando-o como novo. Ao lado está um "cromo difícil": "Andei dez anos atrás do boné da Polícia Montada do Canadá, até que consegui uma troca".
De resto, a maioria dos exemplares foram obtidos, justamente, através de intercâmbios. Serranito tirou partido do facto de pertencer à Associação Internacional de Polícia, estabelecendo contactos com as Delegações espalhadas pelo mundo. Recorda uma viagem que realizou a Zurique (Suíça), onde o comandante da polícia local lhe ofereceu "uma série de coisas". Quando levamos algo para trocar e dizemos o que pretendemos, nunca vimos de mãos a abanar. O valor desta colecção também tem a ver com esse sentido de companheirismo", sublinha. Mas foi o aparecimento da Internet que fez disparar os intercâmbios. "Passámos a ter a possibilidade de digitalizar o que tínhamos para oferecer e foram surgindo mais interessados", explica, recordando como na década de 90 chegou a conseguir alguns exemplares russos, através do guarda-redes Silvino, na altura jogador do Benfica. "Nos jogos das competições europeias, Silvino levava sempre uns bonés para tentar trocar e ainda me arranjou dois espectaculares".
Neste momento, o graduado da PSP de Setúbal não persegue nenhum exemplar em especial, sobretudo porque as prateleiras do quarto, adaptado a mini-museu, estão repletas e só já suportam mais quatro ou cinco exemplares. Além de que comprar está fora de questão. "Se aparecer um boné ou capacete de gala que dê para trocar ainda vou tentar fazer negócio, mas mais do que isso não, porque há exemplares muito caros, acima dos 500 euros". Uma vez por ano tenho de tirar uma semana de férias só para limpar o pó. É a única forma de manter isto impecávell", afiança. E mostra-se disponível para exibir o seu espólio publicamente" ".
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Inequivocamente que o Chefe Serranito é um coleccionador apaixonado em objectos policiais. Refere como começou a juntar artigos de colecção policial e como os passou a coleccionar; certamente que houve também uma projecção afectiva de si próprio sobre os objectos devido à situação envolvente pelo culto da farda. Não se pode deixar de enaltecer o seu empenho, dedicação a apontar sobretudo para a continuidade de valorizar intrinsecamente a sua colecção que tem numa sala sobrepujada de peças de todas as formas e tamanhos, cuja arrumação ameaça ser um problema. Compensado através da evocação histórica da polícia, tem ainda o mérito de dar a conhecer aspectos curiosos, quanto desconhecidos, dos corpos policiais actuais e de outrora.
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Neste Blog, post "Medalhas da IPA e da ANAP", relato a minha ida à Bélgica em representação da Secção Portuguesa da "International Police Association - IPA), conjuntamente com o Comissário Principal Dr. António Lourenço. Neste evento denominado "Semana de Amizade" que decorreu no período de 12 a 19 de Setembro de 1981, não faltaram as trocas de objectos policiais com as "Representações" dos 16 países presentes e de, posteriormente, ter enviado para a Bélgica dois bonés da PSP, um de agente masculino e outro de agente feminino (os bonés dos agentes femininos são feitos com materiais semelhantes aos dos agentes masculinos, embora as suas formas sejam mais fantasiosas e heterogéneas), até porque é na Bélgica que se encontra a maior colecção de bonés policiais, mais propriamente no "Museu de Bonés da Polícia", situado em Hoboken. Este museu Belga tem bonés policiais de quase todos os países do mundo. O lema do museu, segundo o seu Presidente-Conservador, Frans Verbeeck, "não é exibir exemplares (a estrear), um exemplar usado e em boas condições é muito bem recebido". Por norma, o museu organiza anualmente uma exposição de bonés, e em 2004, a exposição contou com 1200 bonés de praticamente todo o mundo.
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Caro Chefe Serranito, ter uma colecção de bonés das mais variadas cores e feitios de polícias de muitos países, é gratificante para si e também o é para a Polícia de Segurança Pública por ter nas suas fileiras um dos maiores coleccionadores de bonés policiais de todo o mundo. Parabéns!
Esta colecção traz-lhe, certamente, à memória experiências e momentos especiais e homenageia um sector da vida pública que honra qualquer país civilizado.
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Comentário
Sónia Andreia disse...
"Olá gostei do que vi, fikei emocionada, pois sou uma admiradora pela profissão, os meus parabéns e continue a publicar mais coisas sobre a polícia.
beijinhos".
8 de Dezembro de 2008 21:55
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Comentário

Willoughby disse...

"Que maravilhosa colecção!
Vá lá! Vim atrás da colecção, mas também estimo muito ver o coleccionador.
Parabéns pelo trabalho que está a desenvolver.
Com um Grande Abraço e boa continuação".

30 de Abril de 2010 20:27

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Grato pela sua colaboração nos comentários aos blogues
Um Grande Abraço também para si.

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

Prólogos

Joaquim Carreira Tapadinhas, natural de Montijo, casado com a Drª. Odete Tapadinhas, professora na Escola Secundária Jorge Peixinho;
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2 filhos: Dr. Mário Tapadinas, médico e Drª. Maria Teresa Tapadinhas Coelho, Licenciada em Química e professora na Escola Secundária Jorge Peixinho;
4 netas;
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Licenciado em História, Pós-graduado em História de Portugal e Mestre em História Política e Social;
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Exerceu o professorado durante 30 anos, tendo sido Presidente do Conselho Directivo e Presidente do Conselho Pedagógico (1985/86-1986/87) da Escola D. Pedro Varela;
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Em Abril de 1992, foi eleito Vice-presidente do Conselho Nacional do SINDEP - Sindicato Nacional e Democrático dos Professores, cargo que actualmente ainda desempenha;
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Como cidadão interveniente na vida local e na sequência da sua acção política antes do 25 de Abril, ocupou os cargos políticos de Presidente do Município de Montijo (1974-1975) e de Presidente do Conselho Minicipal de Montijo (1986-1989);
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Pertenceu aos órgãos sociais de diversas instituições, dentre elas a Santa Casa da Misericórdia, a Cooperativa Trabatijo, a Profcoop - Cooperativa de Professores, o Ateneu, a Banda Democrática, o Palmeiras e o Círculo Cultural de Montijo;
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Foi correspondente de diversos jornais nacionais, República, Diário de Notícias, O Século, A Luta e o Comércio do Porto.
Colaborou activamente na imprensa local, onde escreveu centenas de artigos e alguns poemas, tendo exercido, no extinto jornal "Gazeta do Sul", o cargo de Chefe da Redacção (1975/1976);
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Autor dos livros:
"Aldegalega no Tempo dos Descobrimentos", 1ª. edição em 2000 e 2ª. edição em 2003;
"O Alentejo nos Reinados de D. Pedro I e D. Fernando" (2002);
Co-autor do livro POESIS - volume IV, edição Minerva, 1999 e
"Nos Trilhos da Pedagogia" 2008.
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Habilitações Literárias e Académicas
  1. Bacharel em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1978, com a média final de dezasseis valores (Bom com Distinção).
  2. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1979, com a média final de dezasseis valores (Bom com Distinção).
  3. Curso de Actualização em História das Ideias, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, no ano lectivo 1982-83, com duração de dois semestres.
  4. Frequência da componente curricular do Mestrado em Sociologia Rural e Urbana, no ISCTE, nos anos lectivos de 1990-91 e 1991-92, três semestres.
  5. Pós-Graduação em História de Portugal, pela Universidade Lusófona, no ano lectivo de 1994-95, com a média final de quinze valores.
  6. Mestre em História Política e Social, pela Universidade Lusófona, 2002, com a informação final de Bom com Distinção.
  7. Curso de Literatura Portuguesa "Os Clássicos Revisitados", Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Departamento de Estudos Portugueses, no ano lectivo 2005-2006, 1º. semestre do ano lectivo 2005/2006.
  8. Curso de Literatura Portuguesa "Momentos dos Séculos XX/XXI". Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Departamento de Estudos Portugueses, no 2º. semestre do ano lectivo 2005/2006.

Autógrafo


Capa do Livro


Oferta de um Livro - Agradecimento

Quero exprimir ao Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, distinto historiador e escritor, a enorme satisfação com que me surpreendeu, em minha casa, oferecendo-me mais uma obra de sua autoria.

O meu amigo, Dr. Tapadinhas, ofereceu-me o livro Nos Trilhos da PedagogiaDe Aldeia Galega a Montijo (1772-2008) – Edição comemorativa do Cinquentenário da Escola Secundária Jorge Peixinho (1957/58-2007/08)”, devidamente autografado e com uma dedicatória alusiva à minha pessoa, que muito me sensibilizou. São atenções que não esquecem; são gestos que só os amigos fraternos têm uns para com os outros.

Interpreto o livro “Nos Trilhos da Pedagogia”, como uma réplica das aulas magistrais de outrora, os novos vectores que matizam o sistema educativo actual e as alterações pedagógico-didácticas, sobretudo as de ordem tecnológica, que se estão a desenvolver em todos os domínios da sociedade no princípio deste século.

A obra em si, é de grande riqueza cultural, tão rigorosa no seu método e tão feliz na ordenação.

Estou certo de que a leitura ou a simples consulta deste livro, facilita os que queiram saber algo sobre o Montijo ao longo dos tempos; irá contribuir para a formação das novas gerações e servirá a sede de saber da juventude.

Extraído da capa do livro, coloquei no meu Blog, os prólogos de distintas figuras da cultura, que explicam o motivo da obra ou justificam os processos nela seguidos.

Felicito pois o Dr. Joaquim Carreira Tapadinhas, por tão árduo e meritório trabalho.

Devo ainda um gesto de gratidão e reconhecimento, pela prestimosa colaboração recebida do Senhor Dr. Tapadinhas, num livro que escrevi “Memórias de Um Passado Recente”, pela cuidada revisão e pelas valiosas sugestões que me deu (somos amigos há muito tempo! Nomeadamente desde 1974/1975, numa altura em que ele foi Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Montijo e eu comandei interinamente a Esquadra da PSP do Montijo. Democraticamente resolvemos alguns problemas de difícil solução, num período em que a democracia, dava os seus primeiros passos de consolidação no nosso País).

Em nome dos valores essenciais da nossa tradição Montijense, que o meu amigo Dr. Tapadinhas cultiva e que intransigentemente defende, agradeço sinceramente o seu magnífico esforço e manifesto-lhe o meu regozijo.

De outras obras do Professor Joaquim Carreira Tapadinhas, falarei numa outra oportunidade.
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Comentário:
NOCA disse...
"É assim mesmo: 'O caminho faz-se caminhando!'.
E tu Companheiro estás bem acompanhado, por isso o caminho se torna mais fácil e rico de experiências e vivências partilhadas.
Deve ser aliciante essa obra sobre a vossa cidade de Montijo.
'ALDEIA GALEGA!' como se chamava ainda há menos de um século, porventura.
Hoje uma cidade em rápido crescimento, deve ser mesmo a que mais cresceu na última década.
Parabéns ao autor e a ti que estás a dar realce à tua cidade, com o registo dos eventos mais significativos nela ocorridos".
4 de Julho de 2008 10:26
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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Revista "Festas Pop. S. Pedro - 2008Jun19"



O meu Comentário:
Foi uma tarde em cheio. O público não saíu defraudado!
Assistimos às espectaculares actuações dos Grupos e, no final, apreciamos a eloquente actuação da Banda Sinfónica da PSP - o encanto, a beleza, o mistério da Música foi sempre apreciado por todos os povos do mundo inteiro - Neste evento coube à população do Montijo ter esse prazer.

Banda Sinfónica da P.S.P.


Senhor CMDT Dist. PSP Setúbal - Encerramento


Senhora Presidente C M Montijo - No uso da palavra

Público a assistir a uma das actuações

Uma das vertentes do Grupo Cinotécnico da PSP

Vertente do Grupo Cinotécnico da PSP

CMDT da Esqª.- Tema: "Idosos em Segurança"

Público a assistir ao Programa


Grupo Ginást. Sénior - Prof. Sesinando Pereira

Actuação "Duo Musical"-Ana & Luís Vicente

Tuna Académica Univ. Sénior de Montijo - TUNISETI



O Próprio - Apresentador do Programa!



















A convite do Sr. Comandante da Esquadra de Montijo, fui convidado para apresentar o programa "Policiamento de Proximidade" que teve lugar no Parque Municipal da cidade de Montijo.
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NOCA disse...
"Apesar de contra-luz, nota-se o porte garboso e gesto seguro do apresentador e, certamente, animador dos programas da festa, por si muito valorizadas.
Parabéns!!!"

28 de Junho de 2008 23:38

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Oferta de Flores a todas as Senhoras presentes



Oferta de T-Shirts a todas as pessoas presentes














Policiamento de Proximidade

No dia 16Jun2008, a Esquadra da PSP do Montijo, levou a efeito no Parque Municipal da cidade, uma iniciativa inserida no âmbito do Policiamento de Proximidade.
Calendarização do evento:
Eu próprio, fiz a apresentação de abertura, a convite do Comandante da Esquadra, e, seguidamente, dei continuidade às apresentações.
Historiais e apresentações:
· Do Grupo de Cavaquinhos da Sociedade Filarmónica 1º. De Dezembro – Montijo;
· Da Classe Sénior do Gabinete do Idoso da C. M. de Montijo – Professor Sesinando Pereira;
· Da Tuna Académica da Universidade Sénior do Montijo – Tuniseti;
· Do Grupo de Ginástica Sénior – Professor Sesinando;
· Do “Duo Musical”, Ana & Luís Vicente;
· Das várias vertentes do Grupo Cinotécnico da PSP;
· Da Banda Sinfónica da PSP.
O Comandante da Esquadra, desenvolveu o Tema: “Idoso em Segurança”.
O encerramento esteve a cargo da Senhora Presidente da Câmara Municipal do Montijo e do Senhor Comandante Distrital da PSP de Setúbal.
A todas as pessoas presentes foi servido um lanche e oferecidas t-shirts, com os dizeres. “Mais Segurança – Polícia de Segurança Pública – com o apoio da Câmara Municipal de Montijo”. Às senhoras foram-lhes oferecidas flores.
O Jornal do Montijo, de 20Jun2008, refere:
“Idosos vivem tarde de convívio – Mais de mil idosos viveram uma tarde cheia de animação, no âmbito do Policiamento de Proximidade, cuja iniciativa está a ser desenvolvida pela PSP do Montijo.
…………………………………………………………………………..”

domingo, 8 de junho de 2008

Convívio de Oficiais Aposentados da PSP

O 10º. Encontro de Oficiais Aposentados da PSP, realizou-se ontem, dia 07Jun2008, no Restaurante "Mira Serra" - Catraia - Castelo Novo (esta povoação estende-se pela encosta da Serra da Gardunha e foi sede de concelho até 1835) - Fundão.
A Comissão Organizadora do evento providenciou para que uma viatura com cerejas da região, estivesse no local, para venda directa do produtor às pessoas interessadas.
As famílias dos aposentados que os acompanharam vieram dar mais brilho e quiçá juventude ao nosso encontro anual.
A chamada " amena cavaqueira" começou, como é apanágio, à chegada dos confraternizadores e prolongou-se até à tomada de aperitivos, onde os grupinhos relembraram os momentos vividos em comum, passando umas horas agradáveis de boa conversa.
Após o almoço, a Comissão Organizadora, através do seu porta-voz, Subintendente Pêga, evocou, na alocução, a saudade e o respeito perante a memória daqueles que partiram, para sempre no "Além", durante o ano transacto.
Na alocução, foi referido:
"............................................................
Este convívio anual é um evento muito importante e saudável para as nossas vidas, porque, se outro motivo não houver, serve especialmente, para nos vermos uns aos outros, de acompanharmos a vida de cada um de nós e ainda relembrarmos, certamente, com gosto e alegria, os tempos e acontecimentos idos, principalmente, aqueles que passámos juntos enquanto ao serviço activo da nossa querida Instituição - A PSP - A nossa segunda família.
.............................................................".
Reconfortados com a amizade mútua, que reina entre Oficiais Aposentados da PSP e suas respectivas famílias, cada qual seguiu o seu destino levando também consigo umas embalagens de belas cerejas de óptimo calibre. Desta vez, não pudemos confraternizar mais do que umas 7 a 8 horas porque todos pretendiam ver o jogo da nossa selecção para o "Europeu" entre as selecções de Portugal e da Turquia, em que Portugal ganhou ao seu adversário por 2-0, com uma exibição de luxo.
Foi um dia em cheio, para as cerca de 180 pessoas que compareceram a este evento.
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O N/Companheiro Chefe de Esquadra Manuel Lucas, poeta popular, também nos deixou o seu poema:
"I
Por azar, ou tão somente,
É que seria evidente
Eu deixar de conviver;
Por isso contem comigo
Aposentação é abrigo
Que terei até morrer.
II
Por isso amigo Pêga,
Este Lucas não se nega,
Idoso mas bem de pé,
Só coisa grave inibia,
Irei a mais a Maria
Juro-te por minha fé.
III
O Farropas, o Nogueira,
O Ribeiro mais o Pereira,
Contigo na Comissão.
Deveras acompanhado
Não ficas minimizado
Sois ricos de profissão.
IV
Dois mil e sete, amigos,
Já retirei dos sentidos,
Para mim foi agourento;
A Maria adoeceu
O nosso encontro perdeu
No Lucas um aderente.
V
Todos fazemos conjunto,
E a saúde faz muito,
É mesmo quase quem manda.
Quando tudo corre bem
Parece que agente tem
Saída por qualquer banda.
VI
Espero que o Horta amigo
Se vá encontrar comigo
Fazendo camaradagem,
Vou abraçá-lo e aos demais,
Sois todos tão principais
P'ra fazer esta viagem.
VII
Cientes que estamos certos,
Com nossos peitos abertos
Iremos em união,
Mostrando como se faz
Daquilo que são capaz
Oficiais de profissão.
VIII
Queremos ir a Congosta,
Serra da Gardunha à mostra
Com a beleza que tem,
Onde os cerejais são tema,
Onde o Fundão vale a pena,
Parte da nossa Nação.
IX
Parece que estou a ver
Amigos a conviver,
Oficiais de Polícia
Confraternizando em pleno
Em ambiente sereno,
Com razão e com justiça...
X
Heterogéneo convívio,
Tudo usado mais vivo,
Que ficará na memória.
P'rós lados da Soalheira
A P.S.P. de charneira,
Dos fracos não reza a história".
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O Autor - Num VIVA
Manuel Lucas
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Encontros realizados até à presente data
Ano/Localidade (região)/Organizadores:
  1. - 2000 - Lisboa - Valadas Horta e Adriano Ferreira
  2. - 2000 - Montijo - Valadas Horta e Miranda Magalhães
  3. - 2001 - Lisboa - Bispo Pratas; MM Santos; Encarnação Trindade
  4. - 2002 - Caldas Rainha - Dinis Baroso; Parente Venâncio; Filipe Costa; F. Madeiras
  5. - 2003 - Coimbra - Mário Silva
  6. - 2004 - Aveiro - Bastião Novo; Ascendino Pires; Virgílio Campante
  7. - 2005 - Viseu - José Lopes Coimbra
  8. - 2006 - Porto (Gaia) - José M Batista; Ribeiro Pinto; Aurélio Peixoto
  9. - 2007 - Setúbal - Valadas Horta; M Simões; C Borralho; João Estanqueiro
  10. - 2008 - Fundão - Milheiro Pêga; J Farropas; M Nogueira; E Pereira; Escarigo Ribeiro
  11. - 2009 ...........Previsto para Leiria - Lopes Jorge + ...

!!!

Interessante!

Idoso.........Sim!!!

Velho.........Não!

Idosa é uma pessoa que tem muita idade.

Velha é a pessoa que perdeu a joavialidade.

Você é Idoso quando sonha. É Velho quando apenas dorme.

Você é Idoso quando ainda aprende. É Velho quando já nem ensina.

Você é Idoso quando prativa desportos ou se de alguma outra forma se exercita. É Velho quando apenas descansa.

Você é Idoso quando seu calendário tem amanhãs. É Velho quando seu calendário só tem ontens.

Idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma longa experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.

Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.

O Idoso se renova a cada dia que começa; O Velho se acaba a cada noite que termina.

O Idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o Sol desponta e a esperança se ilumina.

O Velho tem uma miopia voltada para os tempos que passaram.

- O Idoso tem planos.

- O Velho tem saudades.

- O Idoso curte o que resta da vida.

- O Velho sofre o que o aproxima da morte.

O Idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos.

O Velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.

O Idoso leva uma vida activa, plena de projectos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.

O Velho dorme no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido.

As rugas do Idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso.

As rugas do Velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

Em resumo: Idoso e Velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.

Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho!!!

Internet - Autor desconhecido - Site: momentos-pps.com.br

terça-feira, 3 de junho de 2008

PSP promove acção especial com as crianças

O “Jornal do Montijo, de 30 de Maio/2008”, publica:

“Pelo segundo ano consecutivo no Montijo, a Esquadra da PSP, volta a promover, esta sexta-feira, 30 de Maio, uma acção especial de contacto e esclarecimento junto das crianças, que frequentam 1º. e 2º. Ciclo, do ensino básico e o ensino pré-escolar, da freguesia do Montijo.
.....................................................................................................................................................................”.
Os artigos expostos sobre as mesas, medalhas, guiões, pratos, etc., fazem parte da minha colecção particular.

"Brincar em Segurança"


sexta-feira, 2 de maio de 2008

O trabalho não pára por aqui!

Este meu trabalho que estará continuamente em construção, vou fazê-lo disponível à medida que vou completando cada tópico. Vou também corrigindo ou tentando melhorar capítulos já publicados, pelo que aconselho o leitor a rever de tempos a tempos capítulos já lidos, pois as revisões podem conter melhoramentos significativos.

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NOCA disse...
"É assim mesmo Companheiro e Amigo: o caminho faz-se caminhando!
Um blog é uma obra inacabada que todos os dias nos permite introduzir alguma nuance que surpreenda os visitantes.
É com muito gosto que todos os dias passo por aqui, para ver o que há de novo.
Continua!
Um abraço do
NOCA"

2 de Maio der 2008 23:01

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

NOCA - Um Amigo

O NOCA (NObre de CAmpos), é um meu amigo de longa data. Foi um ilustre Oficial (ex-Alferes) da minha companhia da tropa (ex-Companhia de Caçadores, 115 - Angola). Este meu velho amigo, Oficial da GNR, na situação de aposentação, é uma pessoa fantástica e interessada na nova forma de comunicar através da blogsfera. Atento àquilo que vou escrevendo no Blog, de quando em quando, faz ali os seus doutos comentários.
Talvez por razões completamente aleatórias tivemos a sorte de ser testemunhas de acontecimentos que são marcantes para a sociedade em que estamos inseridos.
NOCA! - Os comentários que fazes no meu Blog são sempre benvindos e necessários, pois eles ajudam a melhorar ainda mais esta viagem espectacular e aliciante.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Exposição de Guiões, Isqueiros, etc


















NOCA disse...
"Tal como a Colecção de Medalhas sobre o tema: POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA, é o Subintendente Valadas Horta detentor de uma riquíssima colecção de objectos diversos, tais como Guiões, Isqueiros, Canecas, Porta-Chaves, etc, etc, que, sempre que pode, não deixa de mostrar aos amigos e curiosos.
Agora na EXPOSUB08, no Montijo foi mais um ponto de interesse para a exposição que muito terá satisfeito os visitantes.
Parabéns. Caríssimo Subintendente Horta!!!"

23 de Abril de 2008 17:20

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Exposição de Medalhas


















Comentário

NOCA disse...
"Já conhecíamos a colecção de medalhas propriedade do Subintendente Valadas Horta, referente ao tema:
POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA, que lhe é tão querido. Não fosse ele um dos mais ilustres Oficiais daquela Instituição Policial.
Foi pois motivo de grande interesse para o público e valorização para a EXPOSUB08 que se realizou no Montijo, a que não tive o prazer de assistir, por impossibilidade minha, pese embora o amável convite que me foi dirigido pessoalmente pelo Subintendente Horta.
Parabéns!!!"

23 de Abril de 2008 17:11

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EXPOSUB - 18 a 20 Abril 2008


Pavilhão da PSP


EXPOSUB08 - Montijo


EXPOSUB - Montijo - 18 a 20 Abril 2008

No período de 18 a 20 Abr2008, a EXPOSUB levou a efeito no Parque de Exposições do Montijo, o 2º. Salão Internacional de Actividades Subaquáticas.
A EXPOSUB é uma Associação Voluntária sem fins lucrativos que desenvolve projectos relacionados com as actividades subaquáticas em geral e particularmente com o mergulho nas suas diversas vertentes.

A Esquadra da PSP do Montijo foi convidada a participar no evento.

Foram muitos os expositores, nomeadamente:
. A Câmara Municipal do Montijo;
. A Esquadra da PSP do Montijo;
. A Marinha Portuguesa;
. As Regiões de Turismo da Madeira e dos Açores;
. Várias Companhias de Seguros portuguesas e estrangeiras;
. Mais de trinta Instituições ligadas ao Mergulho Profissional.

A Polícia de Segurança Pública apresentou em público alguns dos equipamentos e artigos diversos, tais como:
1 Manequim das CIEXSS
1 Painel de Material de Inactivação; 1 Manipulador Telescópico; 1 Fibroscópio; 1 Hook & Line; 1 Canhão Disruptor-Neutrex; 1 Fato de Alta Protecção; 1 Robot Cyclops e 1 Robot MK8 Plus.
1 Manequim do Corpo de Intervenção
1 Fato V-Top; 1 Fato Ignifugo; 1 Escudo de Protecção colectiva/barreira; 1 Escudo Individual; 1 Capacete de Ordem Pública c/Protecção da Cervical; Máscaras Anti-Gás.
1 Televisão (ligada ininterruptamente) com filmes relacionados com demonstrações/sensibilização de actividades policias, acções e prevenção e também do âmbito escolar.
1 Painel – Programa Integrado – Policiamento de Proximidade – Iniciativas da Esquadra do Montijo, dirigido nomeadamente a pessoas idosas com idade igual ou superior a 60 anos, residentes no Montijo – Apontando para a prevenção furtos e roubos e inscrições para acções de formação e para prevenção da criminalidade.
1 Painel – A chamar a atenção acerca das bombas de Carnaval (cuidados a ter).

Fui convidado pelo Senhor Comandante da Polícia local para, no espaço reservado à PSP, expor artigos da minha colecção alusivos à Instituição/PSP, a fim de dar também uma panorâmica singular da Instituição Policial em toda a sua riqueza histórica e cultural.
A heráldica dos brasões documenta a história e esta, por sua vez, valoriza-a.
Apresentei:
. Medalhas Policiais e Comemorativas da PSP;
. Guiões de todos os Comandos de Polícia;
. Isqueiros com os brasões de todos os Comandos;
. Pratos, Chávenas, Porta-Chaves do tipo crachá; Canecas; Cinzeiros; etc., tudo alusivo à PSP, conforme fotos * que a seguir vão ser publicadas.

Os agentes que estiveram presentes foram afáveis para com os visitantes e facilitaram a compreensão para a fácil identificação do material, dos filmes ininterruptos e dos artigos expostos e ao mesmo tempo partilharam e divulgaram a importância histórico-cultural da Instituição a que pertencem.
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Publicado: Jornal do Montijo, Pág. Cultura, de 25Abr2008. Título: "PSP mostra material e meios"

* Fotos REI – Rua Manuel N.N. de Almeida, 12, 2870-352 – Montijo
Tel. 212 311 465 – E-mail:
fotos_rei@iol.pt - www.fotosrei.com

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Homenagem aos Heróis da Causa Pública

Todos os anos durante as Comemorações de “O Dia da PSP”, o Senhor Director Nacional, responsável máximo pela Instituição, no seu discurso evoca a saudade e o respeito perante a memória daqueles que já partiram, em especial dos que “Pela Ordem e Pela Pátria”, levaram o cumprimento do dever ao sacrifício máximo da própria vida.
Sinal de que a PSP não esquece os seus mortos referenciando principalmente aqueles que perderam as suas vidas em defesa do bem-estar das populações.
No âmbito da toponímia dos aglomerados populacionais, são frequentes as inaugurações de avenidas, ruas, pracetas, etc., com nomes de pessoas que sobressaíram em relação a outras, nomeadamente por feitos e obras valorosas que empreenderam, prevalecendo quase sempre uma linha condutora de referências locais maturadas, para perpetuar o nome de figuras que se destacaram ao longo das suas vidas.
Como não podia deixar de ser, são as Comissões de Toponímia, nomeados pelas autarquias, que em sessão de câmara, apresentam e debatem as propostas dos nomes apresentados para dar nome a essas artérias a inaugurar.
Nos topónimos é frequente vermos, por debaixo do nome, “Morto em …”; “Romancista …”; “Ensaísta …”; “Poeta …”; “Político …”; “Ilustre …”; “Generoso filho da nossa terra …”, “Futebolista …; etc. Nada a referir!
Contudo, percorremos o país de lés-a-lés e quase não aparece, ou não existe mesmo, nenhuma artéria com nomes dos malogrados profissionais das Forças de Segurança, Polícias, Bombeiros, etc., que perderam o seu bem mais precioso que tinham para dar: “As Suas Vidas”, em defesa do bem-estar das populações.
São muitos os polícias que perderam as suas vidas a pugnar pelo bem comum. Deram à Pátria o bem mais precioso que possuíam – A VIDA. Para eles fica aqui o meu RESPEITO; a minha HOMENAGEM.
Não vou referir aqui nomes. Sujeitar-me-ia a cometer algum erro; contudo, poderei referir, por exemplo, o caso do Chefe da PSP que combatia a criminalidade no Algarve e se viu confrontado com marginais, tendo-os enfrentado, e, em consequência disso, ter perdido a vida.
Sugeria às autarquias onde alguns casos ocorreram ou venham eventualmente a ocorrer, generosamente ponderassem e propusessem em sessão de câmara os nomes destes fiéis defensores da causa pública, a fim de também os distinguir e lhes perpetuar os nomes.

Nota:
Honra seja feita à Autarquia de Faro que deu o nome de “Rua da Polícia de Segurança Publica” a uma das ruas mas movimentadas da cidade de Faro, certamente por apreço pelo trabalho desenvolvido pelo Comando da Polícia local.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Conclusão

Hoje em dia as telecomunicações evoluíram de tal forma que o outro lado do mundo parece ser já ali ao virar da esquina.
Dispondo-se de um equipamento – Sistema INMARSAT – de pequenas dimensões, concebido até para suportar as mais adversas condições atmosféricas, contacta-se com todo o mundo, desde que se respeite, obviamente, algumas regras, como por exemplo, o alinhamento da antena com o satélite da respectiva zona oceânica, tendo em conta que os principais 4 satélites geoestratégicos de comunicações, encontram-se colocados sobre a linha do Equador: Região Atlântica Este (AOR-E); Região Atlântica Oeste (AOR-W); Região Atlântica do Índico (IOR) e Região Atlântica do Pacífico (POR), cuja antena do próprio equipamento deverá ser alinhada (linha de vista) com o satélite pretendido, permitindo também escolher a estação terrena (LES) desejada. Os actuais equipamentos são hoje em dia fáceis de sintonizar e de operar, até porque a tampa da mala lhes serve de antena. As coisas ainda se tornam muito mais fáceis se falarmos das potencialidades dos telemóveis e da própria internet. O telemóvel tornou-se o símbolo e o mito de uma sociedade tecnologicamente avançada, mas vazia de humanismo, de sentido de existência e de liberdade.

Resumindo:
Trabalhei entusiasticamente durante muitos anos nas telecomunicações e interpreto que o ciclo de comunicação e a sua eficácia abrange desde a intenção e os meios com que conta o remetente, até à recepção, interpretação e concordância do destinatário.
A satisfação de ter contribuído com algo de positivo, é para mim um factor relevante no sentido de ter ajudado a transmitir que a instituição PSP, dedicada à segurança e tranquilidade públicas e à protecção dos direitos, liberdades e garantias do cidadão, se esforça para cumprir bem a missão que lhe está atribuída.


Num âmbito mais abrangente, estou certo de que a Instituição sempre se esforçou para cumprir bem a sua missão e que encara o futuro com optimismo por na actualidade estar a construir uma polícia à altura do seu tempo combatendo sentimentos de insegurança que porventura possam existir.
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Comentário
NOCA disse...
"Gostei de ler este post porque ele revela um profundo conhecimento técnico do fenómeno da Comunicação, tendo como suporte as transmissões como tecnologia comunicacional.
Esta abordagem sugeriu-me olhar para as novas tecnologias audio/visuais como extensão dos sentidos, que hoje permitem a quem as utiliza atingir níveis de conhecimento e de comunicação absolutamente impensáveis há pouco mais de um século.
Se pensarmos que todo o conhecimento vem pelos sentidos, como disseram os filósofos gregos, e que os sentidos (audio e vídeo) ampliaram os respectivos raios de acção sem limites, compreenderemos que a humanidade está num novo patamar de evolução/mutação que poderemos comparar ao relatado pelos livros sagrados das religiões monoteístas correspondente ao momento da criação, (para os crentes), ou ao dia em que os primeiros seres humanos se reconheceram como seres individuais e distintos, (para os que admitem a evolução das espécies).
O problema agora será saber como vai a humanidade sair-se desta Torre de Babel a nível global.
Eu sou optimista e acredito que vai haver uma saída para melhor".
30 de Março de 2008 18:08
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No livro

Meio a brincar, meio a sério, também já escrevi um livro (ano de 2003), a que às vezes rotulo de “o meu dossier”, a que dei o título: “Memórias de Um Passado Recente”. Falei da minha infância, do meu concelho (Vila-Museu – Mértola, que foi capital de um reino muçulmano – Taifa), dos usos e costumes da região, da ida para a tropa, do ingresso e dos quase 35 anos de serviço activo na PSP, da aposentação, do Montijo onde resido, etc., e, como não podia deixar de ser, também falei da “Rádio e da Televisão”. Disse:
“ A rádio e a Televisão
Até à década de “50” a Informação Radiotelefónica não chegava com regularidade aos Moinhos de Vento – Mértola. Muito poucas, mas mesmo muito poucas, eram as pessoas que tinham telefonia (um enorme caixote) em casa; todavia, essa situação nãos se passava somente naquela região do Alentejo; acontecia um pouco por todo o País, nomeadamente, nas zonas rurais; porém, não podemos pensar que, o aparecimento da “Rádio”, em Portugal, existia há muitos anos! O seu historial, é o seguinte:
As primeiras emissões radiotelefónicas regulares em Portugal foram feitas em Lisboa, em 1925, pela estação amadora CT1AA, que se manteve no ar até ao aparecimento da rádio oficial. A rádio particular nasce em Fevereiro de 1931, com as emissões do Rádio Clube Português. Só dois anos depois surge a Rádio Oficial que em 1936 consegue autorização para a emissão de publicidade. A Emissora Nacional só foi constituída oficialmente em 1940. Hoje em dia, proliferam as estações locais, que se orientam exclusivamente para a sua região, enquanto na capital vários grupos disputam entre si a atribuição das frequências nacionais.
De Televisão, nesse tempo, nem sequer se ouvia falar, até porque a actual Rádio Televisão Portuguesa (RTP), comemorou os seus 46 anos de vida no dia 07 de Março de 2003. O início das emissões regulares televisivas partiu dos Estúdios do Lumiar, difundidas por um pequeno emissor provisório, de fraca potência, instalado em Monsanto, precisamente no dia 07 de Março de 1957; além disso, até chegar ao Alentejo profundo demorou algum tempo, porque a aquisição e instalação de repetidores por esse País fora, até à sua cobertura total, demorou ainda alguns anos.
Especificando melhor esta questão, poder-se-á dizer, com alguma segurança, o seguinte:
Em 1884, o engenheiro alemão Paul Nipkov patenteou a experiência de um aparelho óptico-mecânico designado por “disco Nipkov”, mas a experiência não viria a ter futuro imediato;
O inventor Jonh Baird, em 1926, seguindo as já longínquas experiências do referido engenheiro alemão, deu passos significativos nessa área e, uma transmissão entre a Europa e a América, foi conseguida em 1928. De qualquer maneira, sem a invenção do iconoscópio pelo cientista russo-americano Valdimir Zworkin, a televisão não seria ainda hoje mais do que uma simples curiosidade.
Em Portugal, a Rádio Televisão foi criada em 1955 e os seus primeiros centros emissores (Monsanto – Lisboa; Lousã – Centro e Monte da Virgem – Porto) entraram em funcionamento em 1957.
O nosso tempo, caracterizado por prodigiosas descobertas e avanços nos domínios da ciência e da técnica, ficará certamente na história como o tempo das comunicações”.

Trabalho a sério!

Na Revista “Polícia Portuguesa”, nº. 42, de Nov/Dez, de 1996, o Chefe do Serviço de Transmissões da PSP, no seu discurso relacionado com o “Novo Sistema de Comunicações”, disse:
“ …………………………………………..
A PSP dispõe de um sistema de telecomunicações que satisfaz as suas necessidades operacionais. Quem o diz, são todos quantos na PSP desempenham funções de comando; a ausência de reparos ou reclamações na Superintendência Geral assim o confirma.
O pessoal que integra o serviço de transmissões orgulha-se da dimensão e eficiência das transmissões da PSP. O chefe do serviço comunga desse orgulho e entendeu ser oportuno aproveitar a última das muitas visitas de V. Exª. como Comandante-Geral a este Centro de Transmissões para em rápido balanço lhe prestarmos contas e dizer do quanto a PSP e o seu Serviço de Transmissões devem ao entusiasmo e apoio prioritário que, quer publicamente, quer na privacidade do despacho V. Exª. sempre lhes deu.
.................................................. “

Segundo algumas personalidades entendidas na área das Comunicações e ainda naquilo que nos era dado observar, poder-se-á afirmar com alguma segurança que, nas décadas de “80” e “90”, a PSP tinha provavelmente a melhor rede de telecomunicações do País, não só em HF como também em UHF.

Durante essa década o Centro de Comunicações era frequentemente visitado por quase todas as personalidades que em visita passavam pelo Comando Geral (hoje D.N.), incluindo o actual Senhor Presidente da República quando era Primeiro-Ministro, o que muito honrava o brioso pessoal das comunicações.

Indicativos

Na peça anterior falou-se da sigla (CSP).
CSP é o indicativo de chamada que foi atribuído à PSP.

Os indicativos de chamada são combinações de caracteres ou palavras que designam de maneira abreviada, um meio de transmissão, uma rede, uma entidade, etc.
Obedecem a uma Convenção.
Exemplo:
Ao Exército foi-lhe atribuída a sigla (CSF); logo, todos os indicativos dos seus postos de rádio, devem designar-se por CSF …
Com os outros ramos das Forças Armadas acontece o mesmo.

No caso da PSP (perante a Convenção Internacional):

C − Trata-se da letra atribuída ao nosso País;
S − A Zona Geográfica onde Portugal se situa;
P − Letra atribuída à Polícia de Segurança Pública.

Se bem me lembro, as duas primeiras letras (C e S) foram atribuídas pela Convenção Internacional das Comunicações. A Letra (P), foi consignada pelo Instituto das Comunicações de Portugal.
A seguir a esta matriz (CSP) os números que se lhe seguem, foram atribuídos pela Direcção Nacional da PSP, através do seu Departamento de Comunicações, que criou uma estrutura harmoniosa de indicativos de chamada que tem perdurado, sem grandes oscilações, há mais de três décadas.

Para as Instituições de Comunicações que regem a consignação de frequências e que analisam o tráfego à escala mundial, não lhes é assim tão difícil localizar uma ou outra estação que não respeite as regras e procedimentos das comunicações, devido à imposição referida, porque em HF (onda curta), o sinal rádio transmitido, nomeadamente em morse, atinge as altas camadas atmosféricas, reflecte-se e chega às zonas mais distantes e recônditas do globo terrestre, dependendo evidentemente da potência do emissor e da frequência utilizada, diurna ou nocturna, conforme os casos, e, essa regra, deverá ser escrupulosamente cumprida, a fim de evitar que, por exemplo, duas ou mais estações utilizem a mesma frequência, interferindo-se, até porque ela só poderá estar atribuída a um utilizador.

As Transmissões na PSP

O Senhor Comissário Principal Aposentado, Albertino Cândido Morais, escreveu na Revista Portuguesa nº. 96, de Nov/Dez, de 1995, um artigo também muito interessante a que deu o título “Breves Apontamentos para a História das Transmissões na PSP”, do qual transcrevo alguns parágrafos:
“Como se sabe, desde tempos remotos que os povos sentiram necessidade de se comunicarem entre si, utilizando para isso, as mais diversas formas de o fazer.
…………………………………………..
Durante o século XIX, com o invento do telefone, foi dado um passo grandioso não só na transmissão de mensagens como no poder de comunicação mais fácil entre as pessoas. Porém, como se deve calcular, o que hoje parece simples, antigamente era difícil e morosa a instalação de uma rede telefónica a qual, dependente de fios estendidos ao ar livre, por dezenas, centenas ou milhares de quilómetros, com facilidade poderia ser interrompida, bastando um simples corte de fios em qualquer ponto do seu traçado …
…………………………………………..
… em Maio de 1947, o único meio de transmissão de mensagens disponíveis entre o Comando Geral e os Comandos Distritais e entre estes e as suas Subunidades, além do correio normal, sempre muito moroso, era pois e somente o telefone.
Decorria o ano de 1946 e através da Imprensa tivemos conhecimento que a PSP iria ser dotada de uma rede rádio para assegurar as suas comunicações.
…………………………………………..
… Nesse mesmo de 1947, é instalado o primeiro equipamento de transmissão e recepção rádio na PSP de Lisboa.
…………………………………………..
Ainda durante o ano de 1947 é instalado o posto de rádio no CD do Porto, seguindo-se logo Coimbra e Castelo Branco.
Já em 1948, surgem as montagens no Comando-Geral, em Setúbal, Faro, Leiria, Évora, Braga, Viseu, Vila Real, Bragança e outros.
…………………………………………..
Durante o 2º. Semestre de 1948 e já com todos os postos ou quase todos os postos instalados, foi criada em definitivo a rede rádio da Polícia de Segurança Pública, que passou a usar a designação de Rede (CSP)
…………………………………………..
Às horas indicadas, o posto director fazia a chamada geral sempre em grafia, lançava o QTR (hora exacta) começando de imediato por chamar, por ordem numérica, cada um dos postos, que normalmente se limitavam a confirmar a sua presença, repetindo o QTR e anunciando, desde logo, qualquer mensagem que tivesse para transmitir, indicando, antecipadamente, a quem se destinava.
…………………………………………..
…já nos meados dos anos 50, mais concretamente (1959/1960) que as transmissões na PSP sofreram grande incremento.
…………………………………………..
Todavia, é nos finais dos anos 80 e princípio dos anos 90 que a PSP consegue que o pessoal apeado seja dotado de material rádio que lhe permite um contacto com a sua Esquadra ou Departamento Policial, deixando por isso de se sentir só e abandonado à sua sorte, como durante muitos anos sucedeu.
Bem haja, pois, a todos aqueles que, de qualquer modo, possam ter contribuído para que as transmissões na PSP sejam hoje um meio eficiente e indispensável, nas honrosas e múltiplas funções que a PSP vem desempenhando em prol e na defesa do bem-estar das populações”.

A imagem anterior mostra diversos tipos de chaves de morse; todas elas ajustáveis ao gosto de cada operador.
(Da colecção de Paulo Burnay de Mendonça – Revista – Clube do Coleccionador Set 2004). Que refere: “O Código Morse continua a ser usado, por simples gozo, da Onda Média às Microndas. Em comunicações terrestres e via satélite, em paralelo com todos os outros métodos de transmissão digital permitidos aos radioamadores. Mas o prazer de contactar com todo o mundo com um pequeno rádio com menos potência que uma lampadazinha de árvore de Natal só é possível em telegrafia”



Recordo que recebia, em Angola (1961/63), o noticiário português em morse, transmitido (frequência 9 412,5 KHz ?) pela “Press Lusitânia para o Império Português”, a uma velocidade compreendida entre 85 a 100 caracteres por minuto.

Diversos Tipos de Chaves de Morse


Simbologia dos Caracteres

O Quadro anterior é elucidativo acerca da simbologia dos caracteres. Refere os sinais convencionais correspondentes a cada uma das letras do alfabeto, dos algarismos e dos sinais de pontuação; dá também uma dica relacionada com o modo de proceder quanto a uma iniciação. Tem ainda o alfabeto Fonético, utilizado nas comunicações radiotelefónicas e nas mensagens transmitidas em fonia.
Os Códigos dos “QQ” e dos “ZZ”:
Destinam-se a associar, segundo as necessidades, quando em comunicação e no sentido de encurtar a pergunta ou a resposta. O número de códigos convencionais ultrapassa uma centena. Contudo, o número dos códigos mais utilizados não ultrapassava o número de vinte. O código dos “ZZ” era mais utilizado pelas forças armadas e de segurança e código dos “QQ”, em alguns casos também pelas mesmas entidades e ainda por marinhas mercantes, radioamadores, etc.
Exemplo do significado de alguns códigos:
ZUE – Afirmativo;
ZUG – Negativo;
QAP – Deve ouvir ou passar à escuta em … KHz (ou em canal …);
QRK – Qual a perceptibilidade dos meus sinais? …
QTR – … A hora exacta …

Nota: De referir que as polícias dos E.U.A. usam nas suas comunicações radiotelefónicas o “Code Ten” (Código dos Dez).
Exemplo:
10.1 - Sinal fraco;
10.2 - Sinal bom;
10.4 - Afirmativo;
10.10 - Negativo
10.20 - Qual a sua localização?
10.33 - Peço ajuda rápida;
10.45 - Reboque.
etc.

Quadro - Código Morse


Samuel MORSE

Samuel Finley Breese Morse (1791-1872). Inventor e pintor norte-americano, nasceu em Charlestown (Estado Mass.). Foi um dos fundadores da Academia Nacional de Desenho e professor de pintura e escultura na Universidade de Nova Iorque.
Durante uma viagem à Europa, em 1832, e como consequência de conversações efectuadas sobre electricidade com Charles Jackson, concebeu a ideia do telégrafo e registo magnético. Desenhou os diagramas de um aparelho emissor e de outro receptor e idealizou o sistema de pontos e traços que, aperfeiçoado, se tornou no Código Morse.
Em 1843, o Congresso aprovou uma subvenção para a linha experimental que Cornell estabeleceu entre Washington e Baltimore e, um ano mais tarde, Morse enviou da sala do Supremo Tribunal a histórica mensagem “What hath God Wrought!” (O que Deus fez!). Tendo registado a patente do seu invento em 1837, viu-se, no entanto, envolvido em inúmeras questões relacionadas com a sua utilização pública.
(Grande Enciclopédia Universal – Edita Durclub, S.A. – Edição Correio da Manhã)

O meu artigo (cont.)

“Desde sempre a Humanidade necessitou de comunicar entre si. Daí que, ao nível mítico, a importância da comunicação fosse simbolizada por um deus – Hermes. Um deus pré-helénico que absorveu entre si outros deuses, espelho de tantos outros mitos e cultos conforme consta dos hinos homéricos.
Segundo alguns poetas antigos, Júpiter = Zeus e, segundo outros, Mercúrio (romano) = Hermes (grego). Mercúrio – Filho de Júpiter e de Maia. Deus da eloquência, do comércio e dos ladrões. Era o Mensageiro dos Deuses, particularmente de Júpiter (que, para haver maior rapidez na execução das suas ordens, lhe pegara asas na cabeça e nos calcanhares). Representa-se, em regra, com um caduceu (vara que Apolo entregara a Mercúrio) na mão.
Era proverbial a sua rapidez e, por isso, os poetas e os escultores concederam-lhe asas e as suas sandálias de ouro eram o meio de transporte clássico por excelência, marcando, por isso, uma etapa mítica importante na comunicação internacional e na civilização.
Em honra ao Mercúrio romano, equiparado ao Hermes grego, os comerciantes de Roma no ano de 495 a. C., consagraram-lhe o seu primeiro templo. Ganha também aqui a denominação de deus das medidas e dos números, da escrita, da representação gráfica e das bibliotecas, o que revela o oculto e autor de escritos antigos, portanto, um deus da Comunicação.

A invenção da escrita foi, na história da Humanidade, acompanhada pela transmissão rápida de mensagens mais simplificadas, graças ao novo meio de transmissão – o papiro – as folhas fabricadas a partir do miolo das plantas do papiro, fizeram chegar até nós fragmentos que contêm escritos que têm resistido até aos nossos dias.
A vida dos antigos egípcios é-nos comunicada através de papiros onde se tem a sensação de que este povo foi dos mais sensíveis às artes mágicas e mais vulneráveis às superstições.
Os papiros do Egipto transmitem-nos os testemunhos mais antigos da historiografia e da literatura gregas e oferecem-nos uma perspectiva riquíssima sobre uma misteriosa civilização que continua a desvendar algumas chaves da nossa civilização.

É com Júlio César, imperador romano, no ano de 59 a. C. que um boletim oficial começa a circular pelas remotas províncias daquele vasto império. Os boletins que se seguiram foram evoluindo, transformaram-se em jornais, e deram um passo significativo com a invenção da imprensa por Gutenberg.



O progresso das fases de evolução das comunicações poderá ser escalonado por vários períodos distintos.

O 1º Período situa-se sensivelmente até 1860.
Até esta época os principais meios de comunicações eram os mensageiros, os sinais visuais e sonoros e os pombos-correios; estes um dos meios que até então proporcionava ligações relativamente rápidas e a longa distância.
Curiosamente encontramos na história das nossas telecomunicações o telégrafo de bolas que foi utilizado pelas tropas luso-britânicas, durante a guerra peninsular (1810/1911).
O sistema instalado nas Linhas de Torres Vedras consistia num conjunto de meios ópticos com estações semafóricas operadas por portugueses e estações telegráficas guarnecidas por ingleses, utilizando o telégrafo de balões e bandeiras.
Os telégrafos de bolas estavam instalados em 5 locais estratégicos: Alhandra, Sobral de Monte Agraço, Nossa Senhora do Socorro, Torres Vedras e Ponta do Rol e, comunicavam entre si, com alguma rapidez, à distância de dez a doze quilómetros.
Este tipo de equipamento, que permitia formar números até 10.000, era constituído por um mastro e uma verga à qual as bolas cor branca e preta com 50 cm de diâmetro, cheias de areia eram suspensas por cordas de cor escura que funcionavam em roldanas subindo ou descendo as bolas fixando-as em duas alturas diferentes; as cinco bolas que ficavam colocadas na linha junto à verga indicavam as unidades de um a cinco a contar da direita para a esquerda; as cinco bolas que ficavam colocadas abaixo dessas, uma linha inferior, indicavam as dezenas de 10 a 50.
A extremidade da verga do lado esquerdo do mastro serviria possivelmente para transmitir códigos especiais.
A extremidade superior do mastro era utilizada para fazer combinações, com uma bola pendurada e com uma bandeira e/ou um galhardete que permitia os números de 100 a 900.
O vocabulário usado nos telégrafos era aquele que se usava na marinha ao qual se acrescentam várias frases ou expressões breves referentes ao serviço em terra.
O código usado era constituído por caracteres numéricos que correspondiam às ditas frases ou expressões breves.



O 2º. Período podê-lo-emos enquadrar entre 1860 a 1900.
Dá-se o aparecimento da energia eléctrica e o aperfeiçoamento do telégrafo.
Instalam-se os primeiros circuitos filares entre terminais.
Foi HERTZ o primeiro homem a produzir e a estudar as ondas electromagnéticas (séc. XIX) dando o seu nome a uma unidade de frequência (também chamado ciclo); sem os seus estudos não teriam sido possíveis a rádio e a televisão. Neste âmbito, os inventores sucederam-se em muito pouco tempo e não tardaram a surgir outros, como por exemplo: MORSE, que, tendo imaginado a actualização do telégrafo, levou a cabo o seu invento. A primeira demonstração, por meio do código morse, foi feita na Universidade de Nova York, mas o primeiro telegrama, através de cabo submarino, só foi enviado de Washington para Baltimore (45 Km), embora com alguma dificuldade.
M − − O − − − R ∙ − ∙ S ∙ ∙ ∙ E ∙



O 3º. Período enquadra-se entre 1900 e 1920.
O inventor, MARCONI, utilizava os trabalhos de Hertz e de outros, sobre a propagação das ondas electromagnéticas e consegue a comunicação por telegrafia sem fios (TSF).
O aparecimento da TSF assinala este novo período. Foram estabelecidos os primeiros contactos por rádio entre a Europa e os Estados Unidos. O cabo submarino também faz aqui a sua aparição.
Neste período a velocidade das comunicações é já relativamente elevada.
Registe-se que as comunicações em grafia (morse) duraram quase um século sem grande desvanecimento mas hoje estão a ser ultrapassadas por outros meios de transmissões mais rápidos, mais preciosos e mais autênticos.



O 4º. Período situa-se entre 1918 e 1945.
Trata-se de um período de enormes tensões mundiais. Precisamente entre o fim da 1ª. Guerra Mundial e o fim da 2ª Guerra Mundial. Neste período deram-se os maiores progressos na história das transmissões e electrónica, se excluirmos os satélites, os sistemas digitais e as transmissões ópticas.
Até 1963 as telecomunicações continuaram a avançar prodigiosamente. Actualmente existem esforços de investigação que se orientam para complementar os processos convencionais já existentes e permitir processos múltiplos num mesmo circuito através da multiplexagem, ou seja: Fonia, teleimpressora, dados, fax, TV, etc.
Tirar partido dos meios de transmissões já existentes e doutros mais aperfeiçoados é o objectivo, tais como “difusão ionosférica”, satélites dispondo de centenas, ou mesmo de milhares de canais de transmissões simultâneas em posição fixa sobre o globo terrestre (órbita geo-estacionária) ou em órbitas móveis.
Muitos são os meios de transmissão mais modernos:
O Bip-Bip que é um sistema de transmissão unidireccional, via rádio, de avisos codificados, que são recebidos por pequenos receptores portáteis e interpretados por critérios concebidos previamente.
A Fibra Óptica que comunica pelo envio de impulsos de luz em pequenas linhas de quartzo, com precisão, rapidez e fidelidade.
A Televisão é o grande meio de comunicação do nosso tempo. Pode explicar-se assim: a formação de uma imagem numa tela correspondente a particulares distribuições de intensidade de luz nas várias partes do ecrã. O movimento da imagem nasce de vibração dessas intensidades no tempo.
O Laser que produz um intenso raio de luz altamente dirigível. Um destes raios é capaz de transmitir chamadas telefónicas ou emissões televisivas dez mil vezes superiores às actuais microndas.
O Satélite artificial é um meio de transmissão que gira no espaço à volta de um corpo celeste que segue uma órbita fixa. Está na crista da onda das comunicações.
Quem não se lembra da reportagem do Centro Espacial de Houston (Texas)? “− Os astronautas já estão verdadeiramente no outro mundo – salientou o informador da NASA, momentos depois da espectacular transmissão directa de TV, da nave espacial Apolo-8 para a Terra. Seguiram-se imagens verdadeiramente sensacionais, do globo terrestre, a uma distância de 334 mil quilómetros).
Manuel Valadas Horta “.
Nota: Este artigo data do ano de 1990! Hoje, o telefone, a rádio a fotografia, a televisão, o radar, o telemóvel, a Internet, etc., deram passos gigantescos que permitem criar e manter entre indivíduos hábitos sociais e a estimular modas e novidades.